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07/04/2018 por: João Paulo

A prova horrível de correr, mas a mais a bonita para ganhar - Paris Roubaix 2018

Assista a prova deste domingo dia 08/04/2018 no link abaixo:

http://www.steephill.tv

O autor desta mítica frase é Sean Kelly, irlandês que venceu o Paris-Roubaix em duas ocasiões, 1984 e 1986. Este domingo marca a 116ª edição do Paris-Roubaix, um dos monumentos do ciclismo. Esta prova é dura, é longa e é um espetáculo do princípio ao fim. Dezenas de troços de pavê (ou paralelos) marcam a dureza de uma prova que muitos tentam ganhar, mas só alguns conseguem. O Fair Play apresenta aqui uma breve história do Paris-Roubaix, com direito a antevisão para o que vem aí no dia 08 de abril.

O “Inferno do Norte”

Frase bem conhecida de todos os fãs de ciclismo, e é a principal “alcunha” para o Paris-Roubaix. Inicialmente a prova, com início em 1896 (teve como vencedor o alemão Josef Fischer), começava mesmo em Paris e terminava no vélodrome de Roubaix, mas em 1977 a cidade de onde parte o longo pelotão de ciclistas passou para Compiègne, localizada a cerca de 80 km de Paris. Teve apenas dois interregnos: durante as duas Guerras Mundiais.

Criada por Théodore Vienne e Maurice Perez, que levaram a ideia até ao Le Vélo, jornal desportivo da época, a prova ganharia, com o passar dos anos, notoriedade e fama.

O percurso muda todos os anos. Este ano terá 257 quilómetros, dos quais 54,5 km serão em pavê, divididos em 29 troços. Como sempre, as passagens por estes setores foram classificados por nível de dureza e, como sempre, no topo da lista, está a passagem no Arenberg, em Mons-en-Pévèle e no Carrefour de l’Arbre, classificadas com 5 estrelas. Difícil.

Dois ciclistas reinam no topo da lista de vitórias no Roubaix: Roger de Vlaeminck e Tom Boonen, o senhor Paris Roubaix e o Tornado Tom. Numa prova francesa (muitos pensam que a prova é belga), é a Bélgica que domina, com 55 vitórias! Em 2017, o Deus do Olimpo (e do FairPlay), Greg van Avermaet, venceu a prova de forma categórica.

2018…



Roubaix espera-nos, e aguarda pacientemente por um novo vencedor (estás a ouvir, Peter Sagan?) ou por um repetente nesta classe (um Niki Terpstra em grande forma, por exemplo, pode almejar a repetir a vitória de 2014, ou John Degenkolb pode revitalizar a sua carreira com uma vitória num monumento).


Assim, tentamos prever 5 possíveis vencedores para esta edição do Paris-Roubaix:

Peter Sagan – O nome tem de estar sempre cá. O tricampeão do mundo é um ciclista bastante completo, mas Roubaix foge-lhe sempre (tal como a Milano-Sanremo). Será este ano o ano do levantar de braços em pleno velódromo de Roubaix?

Dylan Groenewegen – A apresentar um grande momento de forma em 2018, este jovem holandês de 24 anos tem de ser incluído aqui como um “underdog”. Uma vitória no Paris-Roubaix catapultaria definitivamente a carreira de Groenewegen. O céu é o limite.

Gianni Moscon – Mais um jovem talento que já se afirmou como um dos melhores neste tipo de provas. A sua atitude, temperamento e o facto de ter a Sky como equipa. Ele, tal como os colegas Geraint Thomas ou Ian Stannard, podem vencer em Roubaix.

Greg van Avermaet – O atual vencedor do Paris-Roubaix tem de estar nas contas dos possíveis vencedores. O ano também não começou mal para o campeão olímpico, e a possibilidade de vencer novamente em Roubaix é real.

 



Niki Terpstra – Com a E3-Harelbeke e com a Ronde van Vlaanderen no bolso esta época, Terpstra será provavelmente o alvo a abater por estes dias. Apoiado por uma equipa fabulosa (tem ao seu dispor Phillippe Gilbert (que também pode vencer a prova), Yves Lampaert, Zdenek Stybar, Iljo Keisse ou Flórian Sénechal).

Numa prova recheada de vários talentos, temos para já apenas um ciclista português confirmado: Nélson Oliveira.




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